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domingo, 7 de agosto de 2022

Doco : 10 Anos de Hayao Miyazaki


  

     Sim! Você também já ouviu falar desse tal de Hayao Miyazaki e seu Studio Ghibli. Provavelmente já viu “Meu Amigo Totoro” ou quem sabe “A viagem de Chihiro”. Sim, provavelmente. Digo isso, pois o nome Hayao Miyazaki está atrelado ao mundo da animação com uma tonalidade emocional fora do comum, é quase impossível não se emocionar vendo algumas de suas animações.  Lembro de ficar bem comovido e deixar soltar uma lágrima com “Cemitério dos vaga-lumes” (Hotaru no haka), embora essa animação não seja dirigida por Hayao e sim pelo seu parceiro co-fundador dos Studio Ghibli Isao Takahata. Hayao por sua vez nos deu “Totoro”,  “Ponyo”, “Princesa Mononoke”,  “Vidas ao vento”, e uma gama de “animoções” que fascina e puxa o telespectador pra dentro dos muitos mundos-fantasias-sensações que transborda nas obras de Miyazaki, além é lógico do cunho simbólico-reflexivo.

  Um tempo atrás, fevereiro de 2019, saiu um documentário em 4 partes, no qual é mostrado o dia-a-dia de Miyazaki-san. Como fã, assisti tudo comendo saborosamente com os olhos cada minuto projetado na tela, e só posso dizer que sai completamente satisfeito com tão nutritiva refeição.

  E dia desses tava o Beat aqui, fazendo um uma pesquisa sobre um outro animador e quadrinista/cartunista de nome Zenas Winsor McCay (clique no nomepra saber mais), e pesquisando sobre quadrinistas em geral. E finalmente saiu uma fresquinha adaptação da obra seminal de Neil Gaiman “Sandman” em uma série exibida pelo “netoflixus”. Aí um link leva ao outro e me deparo de novo com o link desse doco: 10 Years with Hayao Miyazaki ( 10 anos com Hayao Miyazaki) exibida no canal NHK World-Japan. Segundo informações do site o doco ficará em exibição até o ano 24 de fevereiro de 2026.

  Deixo aqui o link (verde) para os interessados nesse que é uns dos Mestres do mundo da animação.   

10 ANOS COM HAYAO MIYAZAKI

Ah!... não posso esquecer, como não tenho usado muito esse blog e sai das redes sociais. Se você que está lendo este post, está se perguntando ou não por aonde anda  David Beat-san, tudo o que eu sei é: Que ele continua na preguiça pra desenhar meio que no estilo Macunaíma do “ai-que preguiça!”, e também sei que ele anda maratonando ONE PIECE que está cada vez mais sensacional; lendo uma coisa aqui e outra ali; ouvindo músicas um pouco barulhentas... êh gostamos de Swervedriver! E por aí vai...

           É isso, te vejo ou não por aí.   




segunda-feira, 7 de março de 2022

Agora na Loja Banana Roxa




 Caos completo! Pandemia, guerra na Ukraina e um “cessez le feu” que nunca dá as caras, diplomacia inútil. Pessoas se escondendo atrás de bandeiras; fala-se tanto em agregar, em inserção, mas o que vejo é um mundo cheio de grupinhos, cada um na sua própria bolha-de-grupo. Você é “Mod” ou “Rocker”? Como dizia menina Rita Lee “prefiro Ser os dois...”; penso que seria mais fácil sem bandeiras prisionais. O certo é ser livre, o rompimento vem com o corte do cordão umbilical... Ei! Mas esse nem é o tópico... Verdade né...

David Beat, não faz muito tempo, lançou um zine contendo algumas novas ilustrações. Zine de nome “Dissociação Múltipla” em que o autor mergulha mais uma vez em sua psique e extrai de lá, os símbolos e quebra-cabeças e distúrbios pessoais. Também tem o zine-quadrinho de nome Isekai que é datado de 2020. Como a gente não consegue viver de arte nesse mundo-ecrãn (alguns até que conseguem), fazemos algumas parcerias aqui e acolá e temos uma distribuição para um público maior àquele artista (artista com “a” pequeno mesmo) que está no anonimato e ou que prefere permanecer no anonimato-divulgado. Aí agora estamos tanto na Ugrapress quanto na Banana Roxa, duas parcerias com as quais os zines do Beat estão disponíveis. Então que tal dá um check out!

“Fecho meus olhos e não consigo acreditar;

Amanhã é apenas mais um dia...

                  Esperando o trem.”                                                        

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Zine Dissociação Múltipla (David Beat)

                                                        foto por: ugrapress 
 

 

  Here we go! O mais novo zine com ilustrações de David Beat, agora disponível pela Ugra press. A zine contém 16 ilustras entre novas e outras nem tão novas assim. Depois daquela pausa prolongada para o café que durou quase dois anos, voltamos a fazer uma ilustra aqui e outra ali. Então é isso, visite a loja virtual e aproveite e dê uma olhada em outras novidades de HQ's, Zines e cultura independente no geral. 

Contato direto com o Beat: pennybeat@gmail.com      

sábado, 20 de novembro de 2021

Um Fuck ou Off


 

   ... Uns dois anos já né? Lápis borracha nanquim bem na minha frente e um único pensamento: I don’t care! Redes sociais fuck off! E Billy Corgan cantando um lembrete: “Despite all my rage I am still just a rat in a cage…” A falsa sensação de liberdade em um mundo tecnocrático. Pandemia, vidas no écran. Mas e a arte? Ainda exerce alguma interferência e ou agrega? Anos de psicologia e ainda lutamos com as sombras de Platão. Mas a arte continua a gritar de dentro para fora, lógico! Como um esporro selvagem, às vezes dúbio e infantilizado. Arte desconfortável, reflexiva ou simplesmente estética; arte simbólica.

    É... Já faz dois anos. É... Reativei minha conta TUMBLR e postarei lá umas e outras. Mas continuo dando um grande Foda-se a tudo isso. E meu espírito continua perdido nas escadas de M.C Escher.     


quarta-feira, 17 de novembro de 2021

EP - Cratera

                                            Arte de capa por David Beat

  Saindo direto do forno, o mais recente projeto de Leonardo Maciel. Um EP de nome CRATERA (https://youtu.be/qG_0Z6e15eY) com 5 faixas cheias de universalidades. Arte ficou por conta de David Beat baseado na ideia de "infinidade-cíclica". Geralmente eu faço as resenhas, mas optei por deixar dessa vez a responsabilidade pelo próprio resenhado, segue o relato da composição desse mais novo projeto.            

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  “Segundo o dicionário Oxford Languages, ‘linguagem é, qualquer meio sistemático de comunicar ideias através de signos convencionais, sonoros, gráficos, gestuais etc’”. Talvez esta seja uma definição adequada para o que CRATERA, EP de lançamento do projeto musical MACIEL, tenta exercer enquanto trabalho artístico.

 

  Numa tentativa de criar uma própria, o trabalho realiza uma ponte entre passado e futuro do que há de se tornar a estética do "Estúdio Mobral" e do selo "Música Brasileira". Composto em sua maior parte de releituras de músicas antigas e engavetadas por anos, o trabalho flerta com diversos signos sonoros, traduzidos pelo rock de guitarra em cinco faixas.

 

  Gravado no meio de um processo de mudanças globais e locais, entre Setembro e Novembro de 2021, CRATERA reflete sobre o quão cíclica é nossa vida, ao passo que traduz o que sobra quando não vivenciamos tais experiências: apenas um vazio magistral. Apenas podemos nos compreender como seres humanos quando erramos, quando somos tóxicos com os outros e consigo mesmo, quando aprendemos a sorrir para a morte e chorar para a vida, quando escolhemos abdicar de tudo o que nos faz bem para, enfim, parar de praticar o mal.

 

 A faixa de abertura, CACOS DE VIDRO, gravada e composta originalmente em Resende - RJ em meados de 2015, exprime a auto sabotagem realizada na transição entre a perda da inocência e o ganho de responsabilidades (afetivas, morais, acadêmicas, trabalhistas, etc), e como esses dois extremos, ao se colidirem, podem gerar conflitos que exigem maturidade e mudanças comportamentais para serem sanados, a fim de conseguir conciliar a expectativa da liberdade com o aceitável para com as relações estabelecidas.

 

 ERROS, canção originalmente de 2012, teve toda a sua liricidade revisitada para que pudesse tratar sobre relacionamentos abusivos em dois momentos: o de ruptura, com entendimento de que o eu-lírico conseguirá lidar com novos relacionamentos de maneira mais saudável para si própria; e o de retorno ao ponto de toxicidade, estabelecendo que, mesmo compreendendo sua situação na relação, aceita-a.

 

 ÚLTIMA RODADA, canção de 2016 da banda DICOTOMIA, é uma réplica aos questionamentos estabelecidos pelo eu-lírico de ERROS, em que é revelado que a autoestima elevada do personagem desta canção e suas suposições são o único meio de conquistar o narrador da canção anterior, passando por cima das próprias crenças do mesmo a fim de estabelecer uma dominância na relação.

 

 PRIMEIRO DE AGOSTO, também registrado no trabalho SIMBIOSE da banda DICOTOMIA, relata o fim das amizades como um processo natural da vida, seja por seguirem caminhos próprios ou por pura incongruência do destino. A falta de empatia e reconhecimento nas relações estabelecidas previamente leva a falsos comportamentos, falsos risos e falsos dizeres do que juramos ser infindável, causando um desgaste para atender um passado ilusório. Aquele verão que não choveu é uma parte fictícia de nossas mentes, pois em todo verão chove.

                                              

 COLINAS é a única canção composta em 2021. Ela fala sobre amor livre e pleno em sua mais pura definição. Longe da cidade, longe das tarefas, longe de tudo o de ruim que já passou, o eu-lírico pode transitar entre as outras quatro faixas agora feliz por se redescobrir na mais alta colina, junto com quem verdadeiramente quer estar ao seu lado: sua amada de corpo, mente e alma. Como conceito, COLINAS agride tudo aquilo que o tornou tóxico, todas as suas suposições sobre o que é 'a vida, o universo, e tudo mais... ' e pode, por fim, se purificar através do amor.

 

 Portanto, CRATERA é um primeiro álbum que explora relações amorosas, afetivas e emocionais sob uma ótica polida pelo tempo. “Tais canções flertam com as transições bruscas que ocorrem o tempo todo em nossas vidas e que precisamos nos reinventar para lidar com elas, seja como forma de exercício de empatia ou cultivo de esperança de resgatar nossa própria humanidade.”

 

MACIEL, Leonardo (2021)


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