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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Pss... Silêncio

Silêncio confuso em mim
Silêncio na noite, lua pálida!
Silêncio nos espaços baldios
Silêncio eternal neste momento

Silêncio vagaroso pela noite afora
Silêncio diurno, de manhã bem cedo
Silêncio em mim gritando no íntimo
Silêncio tumular nas ruas e becos

Pss... Silêncio! Com sono letargo
Silêncio cheio de barulho-mudo
Siêncio em qualquer parte de mim

Silêncio é apenas silêncio enfim!
Silêncio de amor na boca alheia
Pss... Silêncio! Silêncio assim...

Uma navalha

Meu amigo tens uma navalha?
É que preciso cortar os cabelos da vida
Já estão longos e caducos
Beijos senis beijam meus pulmões

Juventude! O tempo te violentou
Sangrou e manchou teu corpo
Narciso agonizando "castrofóbico"
No último delírio de algum ópio

Meu amigo, os verdadeiros criminosos
Ainda perambulam soltos por aí como cigarros
Vestido na mais alta moda, cercados de putas!

Meu amigo, vidas miseráveis em todos os cantos
A fedentina da cidade em céu aberto
Meus olhos queimam, o corpo dói, navalhas! 

Um casal

Ele não é Romeu, mas é Roger.
Ela não é Julieta, mas é Geisa.
Há tempos ambos se conhecem
São sementes que germinaram

São flores de linda primavera!
São um casal, um belle par
E eu apenas um "afetado"
E ambos me  conhecem bem.

E quem me dera poder dizer
muito mais do que meras palavras
Eles são Almas tão entrelaçadas!

Ela é doce e borboleta
E eles juntos brilham tanto
São belos, um casal, meus amigos!

* poema para um casal. 

 

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Você não precisava saber?...

Zines das três edições

Um aviso: Temos poesia! Estou na #03 edição do zine David Beat com foco em poesia, seja ela: marginal, romântica, brega, nonsense ou et cêtera... Temos! E queremos muito que você faça parte, que compartilhe, que se envolva, que dê espaço para que ela (poesia) entre em sua vida. Você pode entrar em contato com o autor desse blog pelo Email: pennybeat@gmail.com ou através do facebook: David beat (foto do David Bowie com cigarro). Ok?

Como Surgiu o zine David Beat?
             
Surgiu da vontade gritando de dentro de mim de expressar as coisas que até então estavam dormindo no maior revolto, convulsionando meu interior, querendo sair de qualquer forma,  me espancando o âmago... Palavras ignotas querendo se fazer presente através dos lábios esferográficos da caneta; querendo a qualquer custo manchar o papel, ocupar todo e qualquer espaço baldio; fazer dele obra de arte...  E tudo isso, através dessa deusa que tem sobrevivido por séculos, atravessando milênios: apaixonando ou até mesmo causando um certo desconforto, leia-se por exemplo Augusto dos Anjos " Como um fantasma que se refugia/ Na solidão da natureza morta...". Sim, ela e somente ela com suas contradições, simbioses, sentidos figurados, escatológicos, simbólicos, tem alimentado os que estão com fome. Não a fome orgânica que pode ser saciada com qualquer alimento, antes me refiro aqui: a Fome de expressar-se, a fome que somente é saciada com o poema no papel, ali vomitado, escarrado, cuspido com ou sem enfeites; e que desprovida de quaisquer tons de preconceito, revelá-se e expõe sem vergonha de falar  e de dizer a que veio.
What's going  to be then, eh?
É mais ou menos por aí!
Algo que um amigo disse e quero deixar como reflexão:
"Para que server a arte , se não para jogar no mundo externo tudo o que está no interior da mente indecifrável do  seu autor"    ( Matheus A. Quinan)              

                                             Alguns livros e zines para alimentar "my mind".

Parfum

Teus lábios os almejo
Tua boca navegar calmo
E sentir melífluo teu Ser
Como a sinfonia de um perfume

Estou me afeiçoando ao teu rosto
Como quem acaricia flores
Cristais de sol em dia brando,
Sonho a cor de teus olhos, beijo infante!

Tu podes guiar-me ao deleite
Ao desfrute do que em desvelo
O véu de uma distância ainda oculta?

Tu podes guiar-me ao porto-seguro
Donde avistarei na iminência do agora  
Olhos fechados, bocas de flama amante!