Que tal seguir este blog?

sexta-feira, 23 de março de 2012

O marginal


Ele escarrou na cara dos hipócritas!
Ficou semanas na cama pela paz
Exorcizou seus demônios em canções
Disse que era uma morsa

Criou palavras sem sentido
Ficou “ligado”, um oriundo marginal!
Gostava de ironia e sarcasmo
Era um brincalhão e pai

O homem de lugar nenhum
Às vezes, apenas um adormecido
Se entregando ao vazio, indo na correnteza!

Um gênio ou um louco nonsense
Flutuando em seus sonhos de morangos
Morto por um fã psicopata!

*poesia sobre John Lennon

Quem são os “Beats” ?

Kerouac nos deu “On the Road”
Burroughs nos deu “Junkie”
Herbert Huncke um marginal
E LeRoi Jones um poeta em movimento!

Quem foi o Beat John C. Holmes?
Quem foi o Beat Neal Cassady?
Quem foi o Beat Allen Ginsberg?
Quem são os transviados?

Quem são os marginais
Que cuspiram cada palavra
Em poema em literatura?

Quem são os Beats!
Os porraloucas, os vagabundos
Os viajantes solitários?


Grato por Khalil


Ler Khalil Gibran
Abriu tua cabeça
Agora faz sexo com poesia
Agora masturba alguns versos

Muito grato por Khalil!
Agora tu podes falar de amor
Agora que tu conheces o ódio
Agora podes esporrar palavras

Muito grato por Khalil!
Agora perdeu inocência
Agora cospe pra fora

Muito grato por Khalil!
Encontrado em um sebo
Na movimentado Rio de Janeiro!

Outro sentir


Saltar minhas palavras em teus olhos
Pra que tu possas tocá-las
Mastigá-las com algum sabor!
Moldá-las em tua língua

Soltar em teus olhos
As poesias ainda por escrever
Desnudar as direções e caminhos
Ser tudo permitido e sem culpa!

Deslizar minhas palavras em teus lábios
Os verbos de excitação e prazer
Ser permitido todo excesso e pecado

Transcender os sentidos normais
Sentir a vida flutuando nas nuvens
Gozar cada momento eternal!

Ópio


Poesia, ópio dos sentidos!
Amor com muitas palavras
Prazer cheio de orgasmos
Reflexo constante de Narciso.

Poesia é tocar um pedaço do céu
Mergulhar no azul celeste
Ficar enamorado por “Julieta” e não morrer
É Shakespeare tramando drama/tragédia

Poesia, ópio para um transe,
Um sonho gritando “Goethe”
É Rimbaud desconstruindo/construindo

Os sentidos adormecidos do inconsciente.
Poesia, verbos garbosos flanando
É sopro eterno do começo sem fim!