Que tal seguir este blog?

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Poema gótico

Vi o rosto da morte
Encarando de frente meu espelho
Corpo disforme, desnutrido, magro!
A vida torturada sadicamente

O tédio por abrir os olhos
E ver sempre a mesma cena
Um dejà vu constante na visão
Mágoas profundas em chagas!

Vejo/sinto tudo como um vício
Neste mês de Maio lembranças
Se aproxima o dia 21, mamãe morreu!

Tantas mortes, amigos perdidos!
Vi o rosto semelhante da morte
Me gritando através do espelho.


 


Toques no corpo

Cheirar a tua pele como vício
Flanar teus lábios calmos
Sentir teu corpo como leito
Dormir em teus cabelos meu nariz

Inocular em tua boca
Algum fruto afrodisíaco!
Ver prazer em teus olhos
Gemendo com minha língua

Roçar minha língua em teus poros
Prender teu fôlego indefinido
Ouvir teu respirar ofegante

Tocar o tremor do orgasmo
Se contorcer nos poucos segundos
Com teu corpo a se descontrolar.  


Percepções

Os teus cabelos negros
As sinfonias do teu perfume
O tom de tua pele macia
Tudo pude sentir hoje.

O batom vermelho nos lábios
Marcando os contornos da boca
O teu corpo pequeno de ninfa
A tua voz preenchendo o ar

Tudo pude sentir hoje!
Ensejando inebriar-me
Em teu hálito e saliva

Ensejando esconder-me
Dentro do negror de teus olhos
Cantar sonatas, embalar teu sonho gótico!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Infinitudes

Corro atrás do vento 
Sensações por dentro 
Doidas pra sair e se libertar 
Um grito: amor te quero mais!


Não é meu egoísmo que te quer 
É meu intimo ensejando teus lábios 
Tua boa nua na minha língua
Teu cheiro doce/mel em flor


É parte do que sou e agora 
Eu corro através do vento 
Tento seus lábios, vejo galáxias 


Quero te engolir num canibalismo 
Morder teu corpo nu e extase
Sermos um mar infindo agora!

Espaços baldios


Os espaços baldios do meu ser
Preenchidos por um vácuo enorme
Um vazio disforme e inefável
Um redemoinho de vertigens

Os espaços baldios de meu ser
Gritam silêncios; vozes mudas
Eu estou inconsciente em sonhos
De uma eternidade secular

Eu choro chuvas infinitas
Eu beijo o ar da manhã
Eu canto sombrias palavras

E nada preenche os espaços
Esses infinitos espaços
Que jorram dentro de mim